01-09-2010

Turismo de órgãos


A Sociedade de Transplantes da Austrália está preocupada com uma triste realidade que assola seu país, a exemplo de vários outros considerados desenvolvidos: a compra de órgãos.

Segundo Jeremy Chapman, ex-presidente da entidade, o chamado “turismo de órgãos” continua firme e forte em terras australianas, por conta de falta de punição a quem participa do esquema.

“Sei de um paciente que avisou ao serviço em que se submetia à hemodiálise que, no dia seguinte, viajaria ao exterior pois tinha comprado um órgão de um ‘doador’”.

Como afirma o médico, além da impunidade aos traficantes e receptores ilegais de órgãos, o problema relaciona-se à total falta de órgãos disponíveis para transplantes, em nível global.

“A grande demanda vem do fato de que existem pessoas demais esperando pouquíssimos órgãos(...). O que acontece é que, se você é rico e precisar de órgãos, vai partir para as nações pobres e pilhar vulneráveis”.

Suspeitos
O professor Randall Faull, presidente da Sociedade Australiana e Neozelandesa de Nefrologia, admite que ele próprio já teve conhecimento de casos de pacientes que partiram para transplantes suspeitos.

“Estive envolvido de perto com dois pacientes que passavam por diálise que, de repente, desapareceram. Na volta, admitiram que tinham viajado ao exterior, de modo a passarem pelo transplante”, explica Faull.

Além do crime, os especialistas temem que pacientes desesperados aceitem se submeter a procedimentos ilegais, sem condições mínimas de higiene, em troca de enormes somas de dinheiro.

Fonte: ABC News

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