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DEU NA MÍDIA

27-01-2010
Querem exumar Da Vinci!

Quem deverá colocar "as mãos na massa” (melhor, as mãos na ossada de Leonardo Da Vinci) serão os cientistas do Comitê Nacional para a Valorização dos Bens Históricos, Culturais e Ambientais da Itália. Na verdade, estes agirão como verdadeiros detetives, no trabalho de reconstruir o rosto do artista e confrontar a teoria de que o seu mais famoso quadro, exposto no Museu do Louvre, em Paris, é um autorretrato.

Como explicou Giorgio Gruppioni, antropólogo da Universidade de Bolonha à BBC Brasil,  “Somente a partir deles (os ossos) será possível reconstituir o rosto de Leonardo e confrontá-lo com a Gioconda”.

Mistério e trabalho
Ninguém sabe ao certo em quem (se houver uma pessoa específica) Da Vinci se inspirou ao retratar a Mona Lisa. As hipóteses mais divulgadas, entre várias, é que talvez seja a mãe do artista ou então a esposa de um mercador conhecido.

A tarefa de desvendar tal mistério tem outro dificultador: não é totalmente conhecido o paradeiro da ossada do italiano.

Acredita-se que uma sepultura presente no castelo de Amboise seja a que abrigue o esqueleto Leonardo Da Vinci, porém, saques no local ao longo dos séculos impedem de se fazer uma afirmação concreta sobre o assunto: em panfletos turísticos os proprietários do imóvel apenas sugerem a possibilidade .

Segundo Gruppioni “Está escrito que talvez esteja enterrado ali. A idéia é demonstrar que aqueles ossos, existindo, sejam de Leonardo (morto em 1519, aos 67 anos). Temos que retirar o material e analisá-lo”, disse o pesquisador.

O projeto, que teve início há quatro anos, conta com uma tecnologia de ponta, para evitar a necessidade de grandes escavações. Essa tecnologia inclui, por exemplo, incursões com micro-sondas, câmera para filmar o interior da tumba atribuída ao pintor, além de exames tridimensionais de imagens, para confirmar se existem, mesmo, ossos.

Se encontrados, a partir do crânio, os pesquisadores reconstituirão a imagem da face e, em seguida, partirão para a etapa mais difícil da empreitada: encontrar descendentes vivos do pintor ou ossadas de parentes em cemitérios de Bolonha, para comparar o DNA de Da Vinci e seu eventual familiar.

Todos esses esforços, no entanto, servirão para bem pouco, caso se conclua que a Mona Lisa não é um autorretrato de Da Vinci... E o mistério continuará...

Fonte: BBC Brasil



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