“Estou fazendo isso para que outras mulheres saibam ‘ei, não é tão aterrorizador quanto eu havia imaginado’. Não é tão mau”.
Esta foi a forma usada pela americana Angie Jackson, de 27 anos, para explicar os motivos que levaram-na a divulgar no Twitter (rede social de comunicação, via Internet) detalhes sobre como encerrou uma história de gravidez de três semanas, ingerindo uma pílula.
Além deste meio, a moça, que mora na Flórida, postou um vídeo no You Tube (site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital) sobre o mesmo assunto.
Reações apaixonadas
Como seria de se esperar em se tratando da sociedade norte-americana, as reações foram imediatas e, digamos, entusiasmadas. Primeiro sinal de “sucesso”: o Twitter de Jackson, até então acompanhado por cerca de 800 pessoas, passou a ser visto por 2 mil.
Parte desses internautas registrou mensagens de apoio à atitude. A outra, porém, foi bem mais direta: duras críticas, em sua maioria, provenientes de grupos religiosos, seguiram-se às exibições.
O Conselho de Pesquisa de Família, entidade americana que luta pela “fé, a família e a liberdade”, por exemplo, demonstrou sua insatisfação, opinando que “o aborto mata uma pessoa e fere, ao menos, uma outra”.
Uma parcela mais descontente de opositores foi mais longe, desejando uma morte “violenta e dolorosa” ao primeiro filho de Jackson ou, por outro lado, se oferecendo para adotá-lo.
A moça declarou, inclusive, que teria sido ameaçada de morte, mas se defende, argumentando que seus médicos desaconselharam-na a ter filhos depois que enfrentou problemas de saúde na primeira gravidez.
“Vocês não vão me deixar envergonhada, não vão me silenciar. Não me arrependo de ter ficado aqui por mim mesma, por meu namorado e por meu filho (...) Impedir um ovo de se tornar uma pessoa não é a mesma coisa que matar alguém”, disse ela em novo filme transmitido no You Tube.
Na mesma ocasião, afirmou: “eu tenho um garotinho. Ele é meu mundo. Quero ficar viva para ser sua mãe por mais tempo”.
Fonte: BBC Brasil
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