22-03-2005

Sondas de volta?

Após ouvir duas horas de argumentações dos advogados do marido de Terri, Michael Schiavo, e dos pais da moça, Bob e Mary Schindler, o juiz federal Dames D. Whittemore afirmou que “não existe probabilidade de sucesso” em decorrência da recolocação das sondas.

Segundo ele, “a vida e os interesses” de Terri Schiavo – que sofreu extensa lesão cerebral em 1990, em conseqüência de parada cardíaca – são protegidos pela Corte da Flórida (onde ela reside, em hóspice) e, “apesar da dificuldade e circunstâncias hostis” se via “obrigado a garantir a aplicação da sentença” estadual, indicando a retirada do equipamento. 

Ao ouvir o veredicto, Rex Sparklin, advogado que representa os Schindler, disse que irá submetê-lo à Corte de Apelação de Atlanta, também nos EUA.

Decepção
Para desespero de Mary e Bob Schindler, ao formular sua sentença o juiz Whittemore expressou suas dúvidas sobre a possibilidade de revisão de uma sentença já formulada e pareceu cético quanto aos argumentos do casal de que a “Corte Estadual havia violado os direitos de Terri”. Um dia antes, em 21 de março, o presidente Bush em pessoa assinou lei extraordinária votada pelo Congresso passando o caso à esfera federal.

Bush interrompeu seu descanso de Páscoa, no Texas, unicamente para aprovar a lei, “dando aos pais de Terri outra oportunidade de salvar a vida da filha”. David Gibbs, outro advogado dos Schindler, foi ainda mais longe: disse que os princípios religiosos da paciente haviam sido infringidos, já que, como católica, teria motivos para seguir a orientação do Papa João Paulo II quanto à manutenção  da alimentação e da hidratação.

“Estamos agora em uma posição em que a Corte determina desobediência à igreja de uma pessoa, arriscando sua alma eterna”, reforçou Gibbs.

Por seu lado, o advogado de Michael Schiavo, George Fellos, garantiu: “re-inserir os tubos alimentares e de hidratação corresponderia a uma severa invasão do corpo alheio”.

Segundo os médicos, se não alimentada e hidratada, a morte de Terri Schiavo ocorrerá em cerca de duas semanas.

Desde 1998, os pais e o marido da paciente travam batalha jurídica, já que Michael, seu guardião legal, reforça que ela mesma expressou seu desejo de não continuar viva se ficasse em situação semelhante.

Fonte: The New York Times


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