Bioética hospitalar

Por Centro de Bioética

Desde maio do ano passado, grupo de trabalho (GT) que compõe a nova estrutura do Centro de Bioética se dedica ao apoio às Comissões de Bioética Hospitalar, com o objetivo de divulgar e estimular reflexões dentro das instituições. Várias ações foram feitas até agora – até uma sugestão de regimento interno para as novas Comissões. Isso culminou no primeiro encontro entre o GT e aqueles que gostariam de constituir grupos semelhantes, realizado no dia 25 de março, às 18 horas, na subsede do Cremesp, na Vila Mariana.

No início de sua fala, Reinaldo Ayer de Oliveira, conselheiro e coordenador do Centro de Bioética do Cremesp, destacou que a constituição de Comissões de Bioética Hospitalar (diferentemente do que acontece, por exemplo, com a Comissão de Ética Médica-CEM) não é obrigatória nos hospitais e clínicas, mas, mesmo assim, a criação de um espaço multidisciplinar e multiprofissional voltado à bioética vem interessando muitos profissionais da saúde e instituições que tem como foco a promoção de atendimentos éticos.

Na sequência, manifestou-se Renato Azevedo Júnior, 1° Secretário da Casa que, naquele momento, representava o presidente Bráulio Luna Filho. Segundo Azevedo, há muito tempo o Cremesp se dedica à Bioética e a seus temas tão complexos, como autonomia do paciente e do médico e terminalidade de vida. “Por meio do incentivo às Comissões de Bioética Hospitalar nosso desejo é que todas as instituições criem seus próprios Centros de Bioética”.

Grupo de apoio e Bioética à Beira do Leito 
Diferente do que acontece com outros GTs constituídos no Centro de Bioética do Cremesp, o chamado “Grupo de Apoio às Comissões de Bioética Hospitalar” é coordenado por médicos sem nenhum vinculo institucional com a casa – não são Conselheiros ou Delegados: quem o encabeça são Antônio Cantero Gimenes, e Janice Caron Nazareth, membros das Comissões de Bioética do HCor e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Em suas palavras, descreveram o que o grupo tem feito ao longo dos meses de trabalho, inclusive, o esboço de regimento encaminhado a colegas. “O que marca as Comissões de Bioética Hospitalar é seu caráter multidisciplinar e multiprofissional, e sua independência em relação à instituição em que atua”, ponderou Gimenes. De acordo Janice Caron, dificuldade como a pouca procura por parte de colegas precisam ser superadas. “Nunca desistam de seu trabalho pela falta de demandas trazidas pelos colegas. Procurem onde estão os conflitos”.

Uma das formas de superar eventuais conflitos, aliás, é o conhecimento sobre a chamada Bioética à Beira do Leito, tema tratado com propriedade por Max Grinberg, delegado metropolitano do Cremesp de Vila Mariana, que trouxe à baila o “tripé” Benefício, Segurança e Autonomia. “À custa de sermos zelosos, podemos nos confrontar com a autonomia do paciente”, lembrou em sua aula aos presentes.

Bioética à Beira do Leito, explicou, se presta ao apoio à tomada de decisões clínicas; à resolução de conflitos; e à integração dos dilemas surgidos entre o clássico e a inovação.

Por fim, o evento foi dedicado à troca de experiências entre as Comissões já instituídas e aquelas em formação, além para perguntas dos presentes referentes a especificidades de cada instituição. 


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