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ARTIGOS COMENTADOS

Entendendo pacientes com dificuldade de comunicação
Comentado por Trajano Sardenberg

Making wishes known: the role of acquired speech and language disorders in Clinical Ethics (Fazendo escolhas conhecidas: o papel da fala adquirida e das desordens de linguagem em Ética Clínica)

Autores: W.S. Davis e A. Ross

Revista: The Journal of Clinical Ethics, 2003, 3: p. 164-72

Abstract:
A basic understanding of the range of communication disorders is helpful for clinical ethicists, hospital ethics committee members, and others with an interest in clinical ethics. Many communication deficits are subtle and may require the expertise of a speech language pathologist, a neuropsychologist, or both. The evaluation may help to characterize and diagnose a patient's disorder more specifically, and at times can result in interventions that assist the medical team in involving the patient in important ethical decisions. Careful attention to speech and language deficits can preserve patients' autonomy at a time when it is most needed, as in Case 1, and can help determine if a patient needs a surrogate decision maker, despite the appearance of decisional capacity, as in Case 2.

(Comentado por: Trajano Sardenberg, professor do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp

Resumo/comentário:
A boa relação médico/paciente exige que o médico escute atentamente o paciente. Trata-se, talvez, do primeiro passo para respeitar a autonomia daquela pessoa, nas decisões sobre o seu tratamento médico. “Escutar” é o que os eticistas ensinam e orientam os estudantes e médicos, para a boa prática clínica.

O que fazer quando o paciente, devido a sua própria condição de saúde/doença, apresenta dificuldades de comunicação? Os exemplos são vários: pacientes traqueostomizados, intubados, com acidente vascular cerebral, entre outras situações, apresentam vários tipos de alterações de comunicação. Como conversar e entendê-los, para o adequado exercício da autonomia no tratamento médico?

Davis e Ross, da Universidade de Virginia-EUA, em seu artigo tratam exatamente desse importante aspecto da relação médico/paciente na prática clínica.

É um texto conceitual e didático, com dois exemplos de casos clínicos. Os autores propõem uma classificação das deficiências da fala e linguagem, agrupando-as em distúrbios da fala, distúrbios de linguagem e distúrbios lingüístico/cognitivo.

Há indicações sobre como lidar com essas situações, estabelecendo-se a linguagem do sim/não e o uso de técnicas especiais de escrita, entre outros esquemas alternativos de comunicação.

Discute-se a importante relação entre a comunicação e a competência do paciente, salientando-se que, muitas vezes, uma deficiência de comunicação não impede que a pessoa participe ativamente do seu tratamento médico.

Curiosamente, citam a participação de profissional de saúde especializado em atuar nessas situações, Speech-language pathologist (o SLP), inexistente no Brasil. Poderiam os fonoaudiólogos do Brasil fazer esse papel?)

Veja o índice completo desta edição do Journal of Clinical Ethics .

 



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